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60 anos de Rali: o Rali nos anos 1990

No dealbar da década de 1990 já não havia a famosa Noite do Rali, abolida por razões de segurança mas os madeirenses aumentaram de número naquelas que eram ainda chamadas estradas florestais. Com a Madeira já muito transformada pela chegada dos fundos europeus, as estradas e provas especiais surgiam muito melhoradas e até tinha desaparecido o empedrado que durante anos fez a delícia dos espetadores e atormentou concorrentes e fornecedores de pneus. Tal como em muitas edições anteriores, os anos 1990 foram, no Rali Vinho Madeira, palco do domínio quase perfeito de pilotos italianos. Fabrizio Tabaton ganhou a prova em 1990 e 1991 com os Lancia da sua HF Grifone e Andrea Aghini, primeiro com o “Deltona” e depois com carros da Toyota foi o primeiro em 1992, 1994 e 1998. Numa das vezes, no triunfo intercalar e com um Celica GT Four, o piloto conseguiu a notável proeza de ganhar todas as provas  especiais duma mesma edição. Um recorde que perdura e, face à atual competitividade, deverá ser difícil de bater. Outro italiano a dar cartas entre nós foi Piero Liatti com vários modelos da Subaru Italia. As suas prestações em vários ralis internacionais como o da Madeira, onde ganhou em 1995 com um Impreza, permitiram-lhe a entrada na equipa oficial da marca. Posteriormente, fez algumas “perninhas” entre nós e venceu em 1997. No último ano da década e também com um Subaru Impreza WRC foi a vez do belga Bruno Thiry, que tornou-se um dos habituais nas listas de inscritos, ser primeiro. No entanto, um dos factos mais marcantes destes anos foi o regresso dos pilotos portugueses ao livro de ouro da prova. Depois de várias fortes apostas, Fernandes Peres conseguiu bater toda a concorrência nacional e estrangeira ao impor o Ford Escort Cosworth azul e amarelo. Sentado a seu lado estava o madeirense Ricardo Caldeira e este triunfo foi ainda motivo de maior júbilo para toda uma população. Também com um carro da marca da oval, mas três anos antes de Peres, Patrick Snijers obteve o seu último sucesso na ilha.

RVM promove formação para médicos e enfermeiros

A menos de uma semana do arranque do Rali Vinho Madeira, a equipa de médicos e enfermeiros, destacados para a edição de 2019, irá participar numa formação na sede dos Bombeiros Sapadores do Funchal. O objetivo é rever procedimentos básicos de socorro avançado em vítimas encarceradas. Este tipo de formação é importante numa prova com a dimensão e a envolvência do Rali Vinho Madeira. As especificidades dos materiais, dos equipamentos e das viaturas obriga a procedimentos diferentes, pelo que é essencial uma adequada preparação dos meios de segurança e socorro.  A formação, que terá lugar amanhã, será apresentada por uma equipa dos Bombeiros Sapadores e aposta sobretudo numa vertente pratica.

"Pepe" Lopez: “Muito motivados”

Em 2019, Pepe Lopez está “muito satisfeito da forma como está a correr a temporada até este momento. Creio que temos feito um bom trabalho tanto no S-CER (Supercampeonato de Espanha de Ralis) como no CERA (Campeonato de Espanha de Ralis de Asfalto). Estamos muito contentes com o trabalho da Citroën, da Sports&You, e também com o trabalho conjunto realizado entre mim e o Borja Rozada (meu co-piloto). Vamos muito motivados ao Rali Vinho da Madeira. Agradeço à organização por ter pensado em nós para participar numa prova tão emblemática como esta. É muito especial para mim, pelo contexto profissional onde me encontro, correr diante do público português. Espero que seja um rali bonito, que possamos desfrutar e que possamos demonstrar um bom nível desportivo". José Maria “Pepe” Lopez completa 24 anos em agosto e corre em ralis desde 2012. A sua primeira temporada em pleno foi em 2014, ano em que começou a dar nas vistas com um Ford Fiesta R2. No ano seguinte passou para o volante de um Peugeot 208 R2 e obteve várias vitórias na classe. Em 2016 venceu o Volant Peugeot em França, título que lhe valeu a entrada na Peugeot Rally Academy, estrutura com a qual disputou o ERC. Em 2018 passou a estar aos comandos de um Citroën C3 R5 e este ano tem tido uma época muito forte, em que já soma quatro triunfos, um deles no Rally Islas Canarias.

Casino da Madeira parceiro do RVM

No próximo dia 30 de julho, terá lugar a sessão de autógrafos das equipas inscritas na edição 60 do Rali Vinho Madeira. O Casino será o palco desta iniciativa, que oferece a possibilidade aos fãs de ver de perto as viaturas e os pilotos. Para receber as equipas e o público em geral o Casino da Madeira, parceiro do RVM, preparou um menu especial para jantar: O Buffet Rali, servido no restaurante RIO, antes da sessão de autógrafos. As reservas deverão ser efetuadas atempadamente.

Alterações na lista de inscritos

Após a entrega da lista de inscritos na FPAK-Federação Portuguesa de Automobilismo de Karting, esta entidade informou a Comissão Organizadora do RVM, que a viatura do concorrente número 27, Luís Pimentel/Nuno Moura- Porsche 911 GT3, não possui ficha de homologação admitida pela FIA. Face a esta situação o concorrente Luís Pimentel/Nuno Moura, passa a integrar a lista de inscritos do Campeonato da Madeira Coral de Ralis, com o número 52, reposicionando-se todos os restantes concorrentes nesta lista de inscritos, a partir deste número. Na lista de inscritos do ERT/IRT, foi excluído o referido concorrente número 27, atribuindo a Organização do RVM, novos números aos concorrentes após o número 26 da lista. http://ralivm.com/2019/pt/event/lista-inscritos http://ralivm.com/2019/pt/event/lista-inscritos-crm

Ricardo Gonçalves: “Voltarmos a mostrar a nossa rapidez”

Para Ricardo Gonçalves, “o balanço da época até agora não é, naturalmente, positivo, dadas as inúmeras dificuldades que a equipa tem atravessado. Não obstante as contrariedades, nunca “atirámos a toalha ao chão” e, insistentemente, temos procurado inverter a situação. O trabalho árduo levar-nos-á à concretização dos merecidos resultados. A nossa expetativa é que voltemos a mostrar a nossa rapidez e regularidade, voltar aos bons registos nesta emblemática prova em que o Rali Vinho da Madeira assinala a sua 60ª edição e em que estaremos pela 13ª vez consecutiva”. Ricardo Gonçalves conta 44 anos de idade e esteou-se nos rali em 2007 com um Toyota Starlet. Afirmou-se tanto com esse modelo, como depois com o Toyota Yaris, em que esteve sempre na disputa das primeiras posições em competições monomarca. Em 2015 passou para o volante de Citroën C2 R2, modelo que ainda mantém, e foi com o pequeno carro francês que se impôs no Troféu Eng. Rafael Costa em 2017.

Joachim Wagemans: “O meu rali favorito”

O belga Joachim Wagemans está desejoso de chegar à Madeira e “ao meu rali favorito em que o ambiente e a atmosfera são únicos. O ano passado quisemos ganhar experiência e este ano temos objetivos mais fortes. Não só conhecemos melhor o percurso como o nosso carro está bem melhor e mais rápido. Em Ypres estivemos bastante bem e isso trouxe-nos mais confiança. Na Madeira o Peugeot estará ainda melhor que na Bélgica pois não são atingidas velocidades tão altas e não perdemos tanto para a concorrência com carros mais atuais. Apesar de tudo, temos consciência que vão estar à partida pilotos muito fortes e que os pilotos locais já detêm muita experiência nas classificativas”. Wagemans terá em setembro 25 anos e estreou-se na modalidade há quase sete. Tripulou até meados de 2018 viaturas R2 e foi com um Peugeot desse grupo quw impressionou na sua estreia na Madeira em 2017. Desde o Rali Vinho da Madeira de 2018 que dispõe de um Peugeot 208 T16 com que foi oitavo no Renties Ypres Rally disputado no final de junho.

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